Voltamos com nosso bê-a-bá da santidade.
No texto anterior desta série, vimos que devemos fugir da ideia de que santidade é algo impossível. Uma vez sabedores disso, fatalmente refletimos: “Deve haver uma maneira de se caracterizar um santo!”
Será que é a vocação pelo estoicismo que faz alguém ser santo? Porque nos é ensinado que se você não se contenta com um sermão raso num culto medíocre, significa que sua vida espiritual não anda lá essas coisas. Quanto mais um culto maçante testa seus nervos, mais santo lhe faz ou indica que você é. Quanto mais humildemente (indigentemente) você se arruma, mais santo você é. Quanto mais gente sem noção você aguenta sem dar nenhuma repreensão; ou - dependendo da escola de santidade em que você esteja inserido - quanto mais você distribui repreensões aos pecadores, mais santo você é.
Apesar da Bíblia não se alinhar à idéia de que santidade é irrelevante, também nunca a definiu em termos de não pecar, ser passivo diante de injustiças ou amar mais a regras do que a seres humanos, como pensam alguns.
Para conseguirmos entender melhor o conceito de santidade, vamos aliá-lo a um conceito não sinônimo, porém próximo e um pouco mais vastamente explorado na Bíblia: o conceito de justiça.
Para fins práticos, pode-se dizer que alguém santo é alguém justo. O santo ou justo é o único que possui verdadeira identidade e senso de valor próprio, pois constrói essas coisas na base mais firme que pode haver: Cristo.
Ele possui uma auto-estima equilibrada não por fé em si mesmo, mas por fé no valor que Deus confere a ele (Dt32:10; Os11:1-9; Jr9:24; Lc12:6-7; Rm7:24). Na verdade, o justo vive em constante desconfiança de si mesmo (Jr17:5 e 9; Fp3:4-7). Sabe que há um monstro dentro de si que só pode ser aplacado pela fé no que Cristo fez na cruz (Rm3:10-18, 7:19).
O santo sabe ser impossível que algo bom proceda de si mesmo. É alguém que sabe que nasceu totalmente depravado e que todos os seus atos e pensamentos, até os mais insuspeitos, são mesquinhos e egoístas, são pecado se não provém de fé, pois, “tudo o que não provém de fé é pecado” (Rm14:23). Sabe que TUDO o que procede de si mesmo, até mesmo a sua JUSTIÇA é trapo de imundície (Is64:6), pois tudo o que é de fato puro, “toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto” (Tg1:17).
No texto anterior desta série, vimos que devemos fugir da ideia de que santidade é algo impossível. Uma vez sabedores disso, fatalmente refletimos: “Deve haver uma maneira de se caracterizar um santo!”
Será que é a vocação pelo estoicismo que faz alguém ser santo? Porque nos é ensinado que se você não se contenta com um sermão raso num culto medíocre, significa que sua vida espiritual não anda lá essas coisas. Quanto mais um culto maçante testa seus nervos, mais santo lhe faz ou indica que você é. Quanto mais humildemente (indigentemente) você se arruma, mais santo você é. Quanto mais gente sem noção você aguenta sem dar nenhuma repreensão; ou - dependendo da escola de santidade em que você esteja inserido - quanto mais você distribui repreensões aos pecadores, mais santo você é.
Apesar da Bíblia não se alinhar à idéia de que santidade é irrelevante, também nunca a definiu em termos de não pecar, ser passivo diante de injustiças ou amar mais a regras do que a seres humanos, como pensam alguns.
Para conseguirmos entender melhor o conceito de santidade, vamos aliá-lo a um conceito não sinônimo, porém próximo e um pouco mais vastamente explorado na Bíblia: o conceito de justiça.
Para fins práticos, pode-se dizer que alguém santo é alguém justo. O santo ou justo é o único que possui verdadeira identidade e senso de valor próprio, pois constrói essas coisas na base mais firme que pode haver: Cristo.
Ele possui uma auto-estima equilibrada não por fé em si mesmo, mas por fé no valor que Deus confere a ele (Dt32:10; Os11:1-9; Jr9:24; Lc12:6-7; Rm7:24). Na verdade, o justo vive em constante desconfiança de si mesmo (Jr17:5 e 9; Fp3:4-7). Sabe que há um monstro dentro de si que só pode ser aplacado pela fé no que Cristo fez na cruz (Rm3:10-18, 7:19).
O santo sabe ser impossível que algo bom proceda de si mesmo. É alguém que sabe que nasceu totalmente depravado e que todos os seus atos e pensamentos, até os mais insuspeitos, são mesquinhos e egoístas, são pecado se não provém de fé, pois, “tudo o que não provém de fé é pecado” (Rm14:23). Sabe que TUDO o que procede de si mesmo, até mesmo a sua JUSTIÇA é trapo de imundície (Is64:6), pois tudo o que é de fato puro, “toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto” (Tg1:17).
O santo é um paradoxo porque, apesar de tudo isso é bem-aventurado. Aliás, o saber de tudo isso o faz ser bem-aventurado, pois ele não precisa mais fingir para si mesmo nem para os outros. Por isso, santo é aquele que adquiriu verdadeira autenticidade e felicidade (Fp4:3-7), porque, apesar de reconhecer toda a sua indignidade, sabe que Deus não está furioso com ele nem pronto a condená-lo (Jo8:11; 12:47; Rm8:1). E para começar a entender esse mistério infinito é imprescindível viver aquilo que Deus diz em Hebreus 10:38: “O meu justo viverá pela fé”.
O santo vive a boa e desejável tensão entre a insatisfação consigo mesmo e satisfação de estar em Cristo. A tensão entre o conforto da salvação (Jo14:27) e a inconformação com este mundo (Rm12:2).
Quanto mais nos aproximamos de Cristo, mas santos nos tornamos (Pv4:18). Isso significa que, à medida que nos aproximamos dEle, mais cônscios seremos de nossas próprias debilidades e fraquezas (Is6:5), bem como mais paz teremos ao saber que estamos no lugar certo: firmando-nos no Único que pode mudar nossa fraqueza em força (2Co12:19), nosso coração de pedra em coração de carne (Ez11:19).
Esses dois últimos textos foram apenas a introdução do quem vem por aí. A coisa ainda vai afunilar um pouco nesse nosso mini-curso de santidade para iniciantes. Até mais.
Leia também os outros textos desta série






